Roda Cigana

2° Episódio
Capitulo I

Quando voltamos ao acampamento depois de encontrar o Nefilin Magno estava de volta, não encontrei mais o belo Elfo Lorian! 
Dseyvar estava no jardim ostentando o colar de Mah e colhendo flores para colocar nas lãs. Foi muito engraçado ver a cara de Magno olhando aquela cena. 
Enquanto todos acabavam de acordar e faziam seu asseio matinal o Kaku andava de um lado para o outro, parecia estar muito preocupado.
Depois todos foram para a tenda aonde colocamos o Nefilin para que fosse curado por Elessar.
Com toda a demora que tivemos com o Nefilin já haviam se passado quase um dia inteiro. O Kaku que me parecia desconfiado de alguma coisa nos pediu que começássemos a nossa busca ao alvorecer.
Mat complacente ao desejo de seu líder espiritual nos chamou para jantar no acampamento, disse que essa noite Sitandra dançaria para nós.

Nós não queríamos jantar, nem esperar para começarmos a procurar! Tínhamos receio que se perdêssemos tempo nossos entes queridos pudessem se perder para sempre nas mãos do "mago negro". Mas o cigano Mat e seus amigos foram muito convincentes nas coisas que disseram a Elessar e ele por sua vez convenceu a todos nós de que deveríamos esperar até o alvorecer.

Nós esperamos!  Pegamos lenha para fogueira, ajudamos a colocar a mesa, tentávamos sorrir e não estragar a festa que nossos amigos nos presenteavam naquela noite.
Quando olhei para Elessar (que ainda estava de birra para comigo) ele segurava o obelisco de olhos fechados como se estivesse fazendo uma oração. Depois foi até uma grande árvore e ajoelhou, forrou o chão com um lenço grande que ele sempre carrega na cintura e embrulhou com todo cuidado o obelisco e colocou na cintura.

Em seguida voltou para integrar a “Roda Cigana”. A “roda cigana” é uma espécie de brincadeira onde ficamos todos em um círculo.
Enquanto as crianças brincam fora do círculo os machos contam seus feitos e suas histórias. (Coloca-se uma roda vermelha no centro do círculo e o líder gira a roda, para aquele que a roda apontar quando parar, conta sua história, depois o que contou gira a roda para o narrador seguinte) Se a roda parar em uma fêmea, a mesma pode escolher o macho que irá contar a próxima história.

Depois de Mat que foi o primeiro e nos contou sobre sua entrada no povo cigano ( Mat foi um circense Frances que estava com sua caravana quando foi atacado por um de seus primos e jogado na mata sendo encontrado por Sitandra que ainda era muito jovem na época) 
 Quando Mat girou a roda ao acabar sua história ela parou em Magno que contou sua história de quando encontrou seu Mestre a pedido de todos nos que nunca acabamos de ouvir tudo. Magno contou até onde já sabíamos com a atenção de todos nós presas a ele! E quando chegou a parte que ainda não conhecíamos ficamos mais atentos ainda que até nós esquecemos do jantar.

Narração do cigano Magno:

- Havia se passado uma semana desde que cheguei à mansão.
E quase todo aquele tempo eu ficava deitado devido ao acidente.
Meu Mestre Last continuou me curando com a magia élfica e usando ervas para me manter dormindo, porque sempre que eu acordava tentava levantar e queria sair. Eu era um garoto com as energias em abolição, ficar deitado para uma criança cigana é sem cogitação.
Quando eu estava quase curado, recebi permissão para finalmente sair, fazer o que quisesse, mas que evitasse a floresta, por enquanto.

Enquanto Last me curava, entre um cochilo e outro, ele me alertava sobre o que eu encontraria nos arredores da Floresta ao se afastar da mansão.
Ele frisava sempre o que aconteceria caso eu aventurasse a me afastar para muito “longe” de sua propriedade.
Me alertou sobre os “necromancos” que são criaturas que vivem em buracos e cavernas. Eram seres forjados de outras criaturas da floresta; por magos bruxos e feiticeiros: os feiticeiros implantaram nesses seres da floresta, partes que seriam fatais em uma batalha como; garras enormes, mandíbulas, etc... 
Mutações que os deixou com aparência monstruosa. 
Eram lacaios para servi-los em caso de uma grande batalha. 
 Os “necromancos” atacavam em grupos com muita ligeireza e normalmente não recuavam mesmo sendo cortados. Só poderíamos mata-los, se cortássemos suas cabeças. Não eram criaturas muito fortes, mas para mim, seriam. 
Pela fúria com que atacavam, por não terem piedade e principalmente; porque 
eu me assustaria com suas formas horrendas e poderia ficar paralisado dando a eles a chance de me acertar.
Me falou também e com muita veemência, sobre umas plantas venenosas que com certeza iriam me atacar, dessa vez não por maldade, mas por serem predadoras. Em seguida acrescentou...

- Ah! Sem esquecer-me de te alertar que as mesmas... SÃO CARNÍVORAS E IRÃO TE DEVORAR! Será bem rápido, mas não antes te cortar em pedaços enquanto te disputam entre elas; QUEM VAI COMER MAIS...

Acho que ele queria me deixar mais “tranquilo ou alerta” sei lá, eu nem imagino! Mas o que conseguiu, foi me deixar realmente preocupado. 
O quanto seria esse longe? Fiquei pensando e Acho que ele leu minha mente, porque comentou em seguida.

- Para que entendas o que é longe "garoto"! A parte que você foi é a mais segura e longe dos monstros.

- Como assim, longe dos monstros? E aquilo que me acertou?

É longe sim garoto! Por isso, que as aves e outros pequenos animais, vivem e fazem seus ninhos ali.

“- Se aquela ave era pequena, o que seria uma ave grande”
? – perguntei pra mim mesmo...

Last me alertou de muitos monstros e perigos que eu iria encontrar, coisas que eu geralmente apagava enquanto ele estava falando e me curando. 
Mas meu bom senso me dizia: que com certeza eu deveria ficar nessa parte onde era mais seguro. 
 Mas claro que em outra hora quando estivesse mais forte e com minhas pernas ágeis como sempre foram eu iria ver essas criaturas mais de perto e de uma forma que não fosse visto por elas…

- “Como será que mestre Last, esconde sua presença”? Pensei curioso; seria muito bom usar isso.

Os dias passaram e eu me senti forte, já corria pela casa que para mim parecia um parque de diversões de tão grande e com tantos aposentos.
Um dia quando o sol estava prestes a se por em algumas horas, eu estava olhando para o portão de saída da mansão pensativo e muito excitado com a ideia de que quando eu acordasse iria sair para caçar de verdade! 
O Mestre havia dito que eu estava pronto, então pensei que com certeza iria começar meu treinamento. Imaginava o que poderíamos fazer. Por onde começaríamos.

Eu estava observando tudo a minha volta e pela primeira vez, senti um grande vazio. Ali não havia cães, crianças correndo, adultos conversando alto, as ciganas fazendo comida, meu cavalo.
Eu estava sem música e sem minha mãe.
O som de alguém se aproximando, interrompeu meus pensamentos...
Era o mordomo! Sua cara pálida e sem vida sempre me chamava a atenção. Ele falava baixo e pausado e me disse:

- Meu Mestre pediu-me que lhe trouxesse um presente acompanhe-me, por favor…

Fiquei imaginando um monte de coisas legais, o que será que ele preparou para mim?
- “Serão uma espada? uma armadura”?

Segui o mordomo por fora da casa. Ele me levava até o presente que estava do lado de fora, nos fundos da mansão. Enquanto caminhávamos toda aquela imensa extensão, ele me disse que eu poderia fazer o que quisesse lá nos fundos da mansão.
- "Eu não sei o que eu vou fazer nos fundos de uma mansão!: Se for só isso, estou decepcionado”!!! - pensei

Eu já não estava tão feliz e o que vi em seguida, não melhorou muito. Não tinha espada, escudo e nem uma armadura. O que eu vi me deixou sem reação...
Ali no chão diante de mim e sem vida... Estava àquele grande pássaro de que eu lhes contei que queria comer o ovo... Lembram? E pasmem: 
Ao lado do pássaro morto estava o seu  “ovo enorme".
Só de olhar eu percebi que era o mesmo pássaro que eu tinha visto, no dia que sofri o atropelamento!
Meus pensamentos mais uma vez foi interrompido pelo o mordomo.

- O Meu Mestre acredita que você seja capaz de preparar para comer e disse que tudo na cozinha pode ser usado. . Eu lhe comprei esse saco de sal, mas voce precisa guardar do lado de fora da mansão ou fará mal ao nosso querido Mestre.


Agradeci quase sussurrando... Eu... Ainda estava pensando no pássaro morto...
********
Nisso veio até nós a cigana Esmeralda uma bela morena de seus quarenta anos mais ou menos sacudindo suas pulseiras ao gesticular muito aborrecida e disse;

- Venham jantar agora ou jogarei tudo aos porcos! 

Mat levantou bem rápido dizendo

- Vamos pessoal ela faz mesmo isso é tinhosa a Esmeralda! Mas voce vai terminar sua história; Quero saber o que nosso Last fez de voce. 

Capitulo II

O jantar muito saboroso foi regado a vinho tinto da melhor qualidade! Após o jantar os violeiros pediram a dança de seu Rei.
Mat tirou uma rosa vermelha sangue da roseira colocou entre os dentes e chamou Sitandra para acompanha-lo na dança.

(A “Dança da Rosa” Representa entre nós e os ciganos o Elemento terra. Trás na sua cor sangue a representação do amor, da beleza, da conquista, da sedução e da sensualidade. A rosa representa a beleza interior e a beleza exterior).
Mat levava a rosa entre os dentes representando a beleza de sua dançarina.
 E para presenteá-la ao fim da dança.

Sitandra apanhou seu leque e abriu em um movimento brusco e muito sensual.
(A “Dança do leque” representa o elemento ar. Representa o amor, a sensualidade, a limpeza, a sedução, o romantismo e poder). O leque passeia valorizado pelos movimentos da cigana ao dançar. Quando ele se abre representa as fases da lua e as fases da mulher, seus reais desejos ou apenas aquilo que ela quer demonstrar no momento. O Leque é um poderoso instrumento de limpeza energética, magia para a cura e sedução nas mãos de uma cigana.

Os violeiros felizes com a dança do seu Rei e da cigana Sitandra aumentavam o ritmo sendo acompanhado sem sacrifício pelos dançarinos. Mah que estava presa em Dseyvar não conteve seu entusiasmo! Chamou as ciganas que fizeram uma circulo em volta do casal com a dança das fitas.

(A ”dança das fitas” representa o Elemento água: as lágrimas... Tanto as lágrimas de alegria como as lágrimas de tristeza derrubadas pelo povo Cigano.
A “dança das fitas” não é usada somente para o lamento, mas também para a comemoração. Representa a alegria e infantilidade. Dançar com fitas é quase uma brincadeira de criança, alegra qualquer tipo de ambiente),

Era extremamente bonito vermos um elfo junto das ciganas evoluindo com os movimentos das fitas rodopiantes manifestando o ritmo da vida e a alegria de fazer parte dela. Em certo momento o elfo mudou o ritmo da dança... 
Continuou bonito! Mas nós compreendemos que Mah estava demonstrando a sua maneira, a tristeza que sentia por todos nós e pelos nossos corações...
Magno estava com vontade de bailar com eles, mas acho que não se sentia bem em bailar com um elfo...
Depois da dança todos voltamos à roda, tomamos nosso vinho, para mim serviram Hidromel. Muito boa a bebida feita pelos ciganos e sem dever nada ao Hidromel feito pelos elfos. Mat curioso pediu a Magno que continuasse sua história:
O cigano sorrindo tímido com o canto da boca e os olhos apertadinhos disse-nos:

- Está bem! Se for para a alegria de todos, eu continuo:

- Eu não teria coragem de matar aquela ave... Entretanto, ela estava diante de mim morta e com o seu grande ovo.
 E eu já estava com fome e duvidava que tivesse outra coisa para me alimentar.
Vi em minha cabeça de menino bisbilhoteiro mais de uma vez, como as mulheres do meu povo preparavam, galinhas, patos, e outros animais.
Coloquei meus sentimentos de lado, fui até cozinha e peguei uma panela grande, coloquei água e pus no fogo. Enquanto esperava ferver. Comecei a caçar lenha. Qualquer coisa que pegasse fogo.  E encontrei muito fácil!!
Nos arredores da mansão, todas as árvores eram retorcidas e sem vida. Fácil de queimar.  E naquela noite eu iria fazer uma grande fogueira.

Minha ideia era bem simples: depois de limpar a ave e cortar em vários pedaços, alguns eu iria conservar; Como eu não quereria usar aquela geladeira. Iria usar o método antigo para conservar alimentos. Depois de separar o necessário para comer naquela noite, os demais, deixaria na fumaça da fogueira, untados com a gordura retirada da própria ave... Com Isso, toda a carne ficaria como uma espécie de carne defumada.

Próximo passo: colocaria algumas vasilhas embaixo da carne que estava dependurada sob a fumaça da fogueira para extraír toda a gordura que conseguisse. Eu precisaria, para colocar em um grande pote e depositar toda a carne defumada, mergulhada na mesma eu sabia que aquele método conservaria a carne por dias e pelo o tamanho da ave, iria precisar.

Tudo planejado e certo! A água estava em ponto de uso. O lugar onde a ave estava, era uma grande pedra e a mesma, bem limpa. Joguei água fervente em cima da ave e comecei a tirar as penas.
 Quando via as ciganas fazendo isso, parecia um trabalho fácil e talvez até divertido. Mas eu já estava há uma hora fazendo e não via o fim naquilo.
Depois de muito tempo, finalmente consegui depenar toda a ave, era hora de limpá-la por dentro.

Peguei um facão na cozinha e sem jeito, comecei a cortar. O facão era bem amolado, mas devido ao meu tamanho tudo ficava sem jeito.
Primeiro abri a parte da barriga da ave depenada fazendo um corte de cima até em baixo.
Tirei tudo que tinha lá dentro e quando terminei, joguei água quente.
Eu estava fazendo um trabalho desajeitado, eu não sabia direito o que fazer e quando tinha uma oportunidade, cortava um pedaço e colocava na panela que estava com a água quente.
Rejeitei as pernas e a cabeça. Não iria querer essas partes, mas deixei as grandes coxas.

Todo meu plano, mesmo que desajeitado deu certo

Após todo o trabalho, fiquei orgulhoso pois tinha feito um bom trabalho e me rendeu bastante comida. 
Limpei tudo em volta, eu não sabia o que fazer com o resto, então, fiz como o meu povo coloquei em um saco e enterrei. 
Guardei o ovo com muito cuidado em um canto.
 Arrumei toda lenha besuntei com um pouco de gordura para umedecer algumas toras para o fogo pegar mais rápido.
 Acima das madeiras bem no alto onde só chegaria a fumaça e não o fogo, fiz uma espécie de varal com um cipó longo e pendurei toda carne temperada com bastante sal. (Ouvi um velho cigano dizer, que o melhor tempero e apenas sal).

Decidi usar essa ideia que também deve ter sido de Hector ao me fornecer o sal.
A noite chegou me fazendo lembrar meu povo com a fogueira acessa... 
 Não era tão grande como no meu acampamento, mas eu tinha feito sozinho e estava orgulhoso com isso.
A fumaça alcançava a carne dependurada e se tudo desse certo, pela manhã eu teria uma provisão em conserva ao modo natural.
Consegui extrair bastante gordura. Minha ideia de conservação estava assegurada.

Eu havia colocado bastante sal em toda a carne, pendurei todas as partes que não iria usar e comecei a assar a parte que seria meu banquete naquela noite que não estava muito fria.
As chamas tremiam, enquanto a carne ficava pronta. Enquanto pensava no acampamento, nas crianças e em comer. Uma sombra que admirava as chamas como eu me tirou dos pensamentos

- Muito bom Garoto! Imaginei que a qualquer hora voce faria uma fogueira, Mas não esperava que fosse tão cedo! Disse Last.

Olhei para ele, depois abaixei a cabeça mexendo no fogo com uma varinha. 
Fiquei quieto. Porque senti uma sensação nova... Eu estava descobrindo coisas... Há alguns minutos eu me sentia só! Mas naquele momento percebi que não era bem assim, comecei a achar que o Mestre estava ali! Que ele estava comigo todo o tempo, eu apenas ainda não era capaz de sentir.
Mas estava feliz por acreditar nisso.

- Amanhã, começa seu treinamento, hoje, vou fazer uma última sessão de cura, mas acho que não vai ser preciso te fazer dormir. Concordas?

Fiquei muito feliz, dei um sorriso tímido e balancei a cabeça, concordando.
O Mestre ficou todo o tempo comigo olhando a fogueira crepitar enquanto eu devorava meu alimento. Mas não lembro o que aconteceu depois de me alimentar. Lembro-me de estar bem agasalhado e de estar com sono. Acordei na minha cama. Estava me sentindo ótimo e revigorado. Não sabia que horas eram e nem como fui parar na cama.
O sol ainda não tinha surgido, mas eu não tinha tempo a perder.

Fiquei pensando no que fazer com o grande ovo. E se já tivesse um filhote dentro... Senti uma grande pena da avezinha que eu imaginava ter no ovo. Movido de uma força interior até então desconhecida por mim. Decidi fazer alguma coisa, por aquela mãe que eu devorei.
Talvez, fosse apenas uma ideia ingênua, mas eu tentei. Peguei o ovo com muito cuidado e voltei ao ninho. Eu queria acreditar que outro pássaro, vendo o ovo sem dono, decidisse cuidar dele.

Coloquei o ovo no ninho que estava bem desarrumado, Catei gravetos e folhas e arrumei ao redor da melhor maneira que consegui para que “quando” uma outra mãe viesse cuidar dele estivesse estável.
Fiquei um tempo agachado atrás dos arbustos esperando, mas vi que não seria assim ao meu bel prazer que surgiria uma ave daquele porte então, desejei boa sorte e voltei silenciosamente para a mansão. Naquele dia, começaria o meu treinamento. Quando cheguei ao meu quarto...

Magno parou de falar olhando espantado para frente e de repente falou alterado:

- Por santa clara!!! Olha isso Elessar! O obelisco está brilhando dentro do lenço.....

Comentários

  1. Sua mágica funcionou de novo. Que capítulo Fantastico..👏

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    1. rsrsr Mágica?? Obrigada BigDad fico honrada com sua presença!

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  2. Esse cigano é tímido mas muito habilidoso. ..o elfo ficou lindo com essas rosas na cabeça que delicia de episódio.

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    1. Claro uma "Cigana" sempre ostenta uma rosa nos cabelos querida Mah. Obrigada por sua presença.

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Já estamos na terceira Temporada das Aventuras de Sigel. Graças a voces meus leitores. Continuem comigo por favor.

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